Andei a investigar a evolução dos modelos no contexto da evolução da Teoria da Decisão, numa tentativa de perceber as diferenças e semelhanças das aproximações dos teóricos clássicos e modernos.
Entendi que a abordagem destes à construção de modelos de decisão tomou claramente duas direcções:
A primeira no sentido de optimizar, simplificando o suficiente para que o óptimo seja computável.
O modelo de decisão clássico procura atingir o conhecimento em todas as alternativas que estão disponíveis para escolha assim como em todas as suas consequências. A certeza é um factor presente na avaliação das alternativas e das respectivas consequências. Este tipo de modelos está na base das teorias racionais de decisão, também chamadas de Normativas, em que o principal foco é a optimização.
A segunda direcção foi no sentido de construir modelos suficientemente satisfatórios que permitam efectuar boas decisões com custos de computação razoáveis. Desejou-se, portanto, reter nos modelos um conjunto mais valioso de propriedades do mundo real, que permitam ao decisor escolher soluções óptimas para um mundo simplificado ou procurar soluções satisfatórias para um mundo mais realista. Este tipo de modelos está na base das teorias de decisão não racionais, também chamadas Descritivas. Um exemplo é a teoria de satisfação de Herbert Simon, em que um agente é caracterizado por um nível de aspiração e escolhe a primeira alternativa que iguala ou excede esse nível, não sendo necessário avaliar todas as alternativas. Existem várias razões para abandonar o conceito de ideal:
* nem sempre existe uma estratégia de optimização, ou seja, o ideal nem sempre está definido.
* mesmo que a estratégia de optimização esteja definida vários factores condicionantes do problema podem impedir a sua resolução(por exº, um problema que precisa de ser resolvido com rapidez independentemente de ser resolvido da melhor maneira)
* existem estratégias que não envolvem optimização e que obtêm melhores resultados que as estratégias de optimização (exº: a heurística do dilema do prisioneiro)
Tal como na Teoria da Decisão Descritiva, na direcção mais recente da Teoria de Decisão existe uma preocupação central sobre a forma como as decisões são feitas e não apenas com os seus resultados. São teorias sobre "como decidir" em vez de "o que decidir".
Os novos modelos de decisão, ao contrário da perspectiva clássica, procuram descrever a forma como as decisões podem ser feitas quando as alternativas são afectadas por enumeras condicionantes.
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sábado, 6 de outubro de 2007
domingo, 30 de setembro de 2007
Intuição procura-se...
Estudos de investigação sobre a temática da resolução de problemas têm sido efectuados no sentido de descrever o processo de resolução de problemas nas mais diversas actividades. A procura selectiva entre as várias possibilidades de escolha, conduzida por heuristicas têm recebido grande atenção nestes estudos, em particular pela exigência na resolução de problemas realisticos em que uma procura por tentativas, pura e simplesmente não funciona.
Um dos procedimentos de suporte à procura bastante utilizado pelos mestres de xadrez designa-se por “hill climbing” e consiste em utilizar uma medida de aproximação ao objectivo para determinar onde é que é mais rentável procurar a seguir. Outro procedimento ainda mais poderoso é a análise “means-ends” em que é comparada a situação actual com o objectivo, identificada a diferença entre eles e então feita a procura na memória de acções que possam reduzir essa diferença (por exº, se o problema fôr percorrer uma distância e a diferença fôr 500km’s então usar uma bicicleta ou andar a pé podem ser alternativas fora de questão).
Outra aprendizagem resultante do estudo da resolução de problemas está relacionado com uma certa dependência entre a quantidade de informação armazenada em memória e a quantidade que é disponibilizada pelo exterior (sempre que há sinal que seja relevante).Por exemplo, o conhecimento de um médico que diagnostica um paciente é evocado pelos sintomas que este lhe apresenta. Estes poderão conduzir a que nova informação sobre a doença seja recolhida pelo médico e usada em futuros diagnósticos. São milhares as configurações diferentes de sintomas que um médico tem de reconhecer. O mesmo acontece para um jogador de xadrez nas milhares de hipoteses de jogadas que pode efectuar ao longo de um jogo.
A teoria contemporânea de problemas de decisão tenta ainda explicar o fenómeno da intuição no comportamento dos decisores: como é que a combinação do conhecimento armazenado juntamente com a intuição podem conduzir a que um decisor obtenha resultados quase imediatos e satisfatórios na resolução de problemas dificeis? A intuição de um decisor advém da sua capacidade de reconhecer rápidamente e de armazenamento de informação. Quando a intuição falha, o decisor cai na teia de processos mais lentos com a análise e inferência.
Um dos procedimentos de suporte à procura bastante utilizado pelos mestres de xadrez designa-se por “hill climbing” e consiste em utilizar uma medida de aproximação ao objectivo para determinar onde é que é mais rentável procurar a seguir. Outro procedimento ainda mais poderoso é a análise “means-ends” em que é comparada a situação actual com o objectivo, identificada a diferença entre eles e então feita a procura na memória de acções que possam reduzir essa diferença (por exº, se o problema fôr percorrer uma distância e a diferença fôr 500km’s então usar uma bicicleta ou andar a pé podem ser alternativas fora de questão).
Outra aprendizagem resultante do estudo da resolução de problemas está relacionado com uma certa dependência entre a quantidade de informação armazenada em memória e a quantidade que é disponibilizada pelo exterior (sempre que há sinal que seja relevante).Por exemplo, o conhecimento de um médico que diagnostica um paciente é evocado pelos sintomas que este lhe apresenta. Estes poderão conduzir a que nova informação sobre a doença seja recolhida pelo médico e usada em futuros diagnósticos. São milhares as configurações diferentes de sintomas que um médico tem de reconhecer. O mesmo acontece para um jogador de xadrez nas milhares de hipoteses de jogadas que pode efectuar ao longo de um jogo.
A teoria contemporânea de problemas de decisão tenta ainda explicar o fenómeno da intuição no comportamento dos decisores: como é que a combinação do conhecimento armazenado juntamente com a intuição podem conduzir a que um decisor obtenha resultados quase imediatos e satisfatórios na resolução de problemas dificeis? A intuição de um decisor advém da sua capacidade de reconhecer rápidamente e de armazenamento de informação. Quando a intuição falha, o decisor cai na teia de processos mais lentos com a análise e inferência.
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